quarta-feira, 14 de maio de 2008

é madrugada
estou sozinho
a música enche a minha casa

notas suaves que voam em pequenas cores
uma fumaça antiga
uma velha cantiga

não me preocupo em fazer senso
apenas registro meu pensamento
da maneira que escorrega
pelos meus dedos

estou madrugada
é sozinho
a casa enche a minha música

acordo nos sinais
que zumbem em meus ouvidos
dizendo que salvam-se poucos entre mortos e feridos

num toque de champanhe
em suas palavras doces
uma voz rascante
me enche de falsas promessas

estou à minha casa
a madrugada enche
minha música sozinho