sonhei um sonho de antecipação
um aviso, uma contra-mão
uma impressão ruim
sonhei com as palavras que meus filhos vão escrever de mim
nem um adorno sequer
uma imagem qualquer
pra se desfazer assim
no país onde os campos de girassóis não têm fim
as figuras são sintéticas
as metáforas são herméticas
pro meu código epilético
não me resta solução
se às pessoas sou alérgico
então reago tão enérgico
em atitudes (erráticas) epiléticas
me eximo de confusão
paro os meus sentidos
pra evitar o erros sofridos
durante toda falta de bom senso
cortesia agora teu nome é paradoxo
e por fim, de que adianta
pôr a mesa todo dia
por anos e anos a fio
vivendo pendurado na ponta de um pavio
terça-feira, 3 de junho de 2008
quarta-feira, 14 de maio de 2008
é madrugada
estou sozinho
a música enche a minha casa
notas suaves que voam em pequenas cores
uma fumaça antiga
uma velha cantiga
não me preocupo em fazer senso
apenas registro meu pensamento
da maneira que escorrega
pelos meus dedos
estou madrugada
é sozinho
a casa enche a minha música
acordo nos sinais
que zumbem em meus ouvidos
dizendo que salvam-se poucos entre mortos e feridos
num toque de champanhe
em suas palavras doces
uma voz rascante
me enche de falsas promessas
estou à minha casa
a madrugada enche
minha música sozinho
estou sozinho
a música enche a minha casa
notas suaves que voam em pequenas cores
uma fumaça antiga
uma velha cantiga
não me preocupo em fazer senso
apenas registro meu pensamento
da maneira que escorrega
pelos meus dedos
estou madrugada
é sozinho
a casa enche a minha música
acordo nos sinais
que zumbem em meus ouvidos
dizendo que salvam-se poucos entre mortos e feridos
num toque de champanhe
em suas palavras doces
uma voz rascante
me enche de falsas promessas
estou à minha casa
a madrugada enche
minha música sozinho
terça-feira, 29 de abril de 2008
o que eu preciso é saber
é saber o que eu preciso
enquanto todos alam
eu injo que entendo
balanço a cabeça
em also cumprimento
cumpro suas vontades
tolero seus excessos
brindamos à amiade
com risadas e incensos
o que eu preciso é saber
é saber o que eu preciso
duro, o coração
diícil de segurar
procurando em vão
um lugar para icar
me mastigo e me distraio
com um vapor barato
em um tubo de ensaio
me torno inexato
o que eu preciso é saber
é saber o que eu preciso
vai saber
que é vontade estranha
se no peito me arranha
me a enlouquecer
me dier
que a sina não é tamanha
se no peito me entranha
me a esmorecer
o que eu preciso é saber
é saber o que eu preciso
é saber o que eu preciso
enquanto todos alam
eu injo que entendo
balanço a cabeça
em also cumprimento
cumpro suas vontades
tolero seus excessos
brindamos à amiade
com risadas e incensos
o que eu preciso é saber
é saber o que eu preciso
duro, o coração
diícil de segurar
procurando em vão
um lugar para icar
me mastigo e me distraio
com um vapor barato
em um tubo de ensaio
me torno inexato
o que eu preciso é saber
é saber o que eu preciso
vai saber
que é vontade estranha
se no peito me arranha
me a enlouquecer
me dier
que a sina não é tamanha
se no peito me entranha
me a esmorecer
o que eu preciso é saber
é saber o que eu preciso
quinta-feira, 10 de abril de 2008
como ruga da velhice chegando
a dor está estampada no meu rosto
qual tatuagem doída
a qual só se tem desgosto
vou usando as pessoas
sugando sua essência
enquanto eu as conheço
me encanta a experiência
depois vem a rotina
do mundo exterior
o último gole do copo
a fonte já secou
depois de cinco dias
o prazo de validade já se esgotou
e da maneira como começou
sumiu sem deixar pistas
me desperço na fumaça de um livro
solidão pra mim é mais que um castigo
e sem mais meia palavra
o mundo me desaba
combato o lirismo
caio em contradição
o mundo é um abismo
que eu escalo com as mãos
a dor está estampada no meu rosto
qual tatuagem doída
a qual só se tem desgosto
vou usando as pessoas
sugando sua essência
enquanto eu as conheço
me encanta a experiência
depois vem a rotina
do mundo exterior
o último gole do copo
a fonte já secou
depois de cinco dias
o prazo de validade já se esgotou
e da maneira como começou
sumiu sem deixar pistas
me desperço na fumaça de um livro
solidão pra mim é mais que um castigo
e sem mais meia palavra
o mundo me desaba
combato o lirismo
caio em contradição
o mundo é um abismo
que eu escalo com as mãos
terça-feira, 1 de abril de 2008
outro dia senti uma dor no peito. daquelas que dóem undo, mas que não se pode azer nada para curar. aí ela vai subindo, como uma linha reta, até os olhos. e como se quisesse explodir e tomar conta do mundo, se espalha em lágrimas, se jogando do alto dos meus olhos. e assim oi, por alguns minutos. uma dor que a cada latejada no peito, pulsava um esguicho das vistas.
dor de buraco no peito. um vazio que não dá pra preencher. daqueles que quando transbordam, ou se chóra, ou se grita. bem, eu nunca ui chegado a escândalos, mesmo...
dor de buraco no peito. um vazio que não dá pra preencher. daqueles que quando transbordam, ou se chóra, ou se grita. bem, eu nunca ui chegado a escândalos, mesmo...
o undo do meu eu é negro
escuro e undo como a noite e o breu
é denso e traga tudo pra dentro
tal qual buraco negro
as palavras nem os sentimentos escapam
onde nós estamos
onde, meu amor?
por quem esperamos?
seja como or
no meio do nada
o vazio da estrada
a carta é virada
e a sorte lançada
me altam as palavras
e os pensamentos voam soltos
na névoa de cada noite
no desatino de cada dose
a esperança de um uturo brilhante
por quem esperamos?
seja como or
onde nós estamos?
onde, meu amor?
escuro e undo como a noite e o breu
é denso e traga tudo pra dentro
tal qual buraco negro
as palavras nem os sentimentos escapam
onde nós estamos
onde, meu amor?
por quem esperamos?
seja como or
no meio do nada
o vazio da estrada
a carta é virada
e a sorte lançada
me altam as palavras
e os pensamentos voam soltos
na névoa de cada noite
no desatino de cada dose
a esperança de um uturo brilhante
por quem esperamos?
seja como or
onde nós estamos?
onde, meu amor?
quarta-feira, 26 de março de 2008
domingo, 16 de março de 2008
Sobrevivendo sem um arranhão
Andei meio desligada.
Por longos meses achei que os monstros adormeciam comigo no quarto escuro, enquanto a vida real passava com os dias e os semáforos e as mentiras.
Minhas poesias, sempre tão reais. Tão ali debaixo dos olhos, escancaradas na gaveta aberta que eu fingi esquecer de fechar.
Um mundo de sonhos só meus e tão meus. Minhas dores e angústias atrás de um sorriso bonito enfeitando a estante. A melhor amiga por falta de opção.
E por falar em escolhas, só tinha duas: ter ou perder. Nenhuma era boa o bastante para satisfazer meu desejo enorme e sincero de unidade. Desisti. Por medo, por covardia. Por acreditar que era mais uma ilusão no meio de tantas outras que se passaram. Fiquei a chorar baixinho pelos cantos sem ninguém saber, porque é pior quando vem à tona. Gosto de fogos, mas os barulhos me assustam. É como o relâmpago e o trovão. Não sei lidar com fenômenos.
Querendo mais que antes e podendo cada dia menos. Aquele sorriso lindo que nunca sai de forma. A doçura de existir nessa imensidão dentro de mim. Vive forte e alegre aqui dentro. Personagem real da história mais linda que criei pra mim.
As lindas histórias de amor, um belo dia, vão se juntar ao planeta das tampinhas de caneta. Não sabemos onde fica, mas sabemos que estão lá, no horizonte perdido.
Não me importo mais com as falsas esperanças. Preciso delas para continuar.
Por longos meses achei que os monstros adormeciam comigo no quarto escuro, enquanto a vida real passava com os dias e os semáforos e as mentiras.
Minhas poesias, sempre tão reais. Tão ali debaixo dos olhos, escancaradas na gaveta aberta que eu fingi esquecer de fechar.
Um mundo de sonhos só meus e tão meus. Minhas dores e angústias atrás de um sorriso bonito enfeitando a estante. A melhor amiga por falta de opção.
E por falar em escolhas, só tinha duas: ter ou perder. Nenhuma era boa o bastante para satisfazer meu desejo enorme e sincero de unidade. Desisti. Por medo, por covardia. Por acreditar que era mais uma ilusão no meio de tantas outras que se passaram. Fiquei a chorar baixinho pelos cantos sem ninguém saber, porque é pior quando vem à tona. Gosto de fogos, mas os barulhos me assustam. É como o relâmpago e o trovão. Não sei lidar com fenômenos.
Querendo mais que antes e podendo cada dia menos. Aquele sorriso lindo que nunca sai de forma. A doçura de existir nessa imensidão dentro de mim. Vive forte e alegre aqui dentro. Personagem real da história mais linda que criei pra mim.
As lindas histórias de amor, um belo dia, vão se juntar ao planeta das tampinhas de caneta. Não sabemos onde fica, mas sabemos que estão lá, no horizonte perdido.
Não me importo mais com as falsas esperanças. Preciso delas para continuar.
domingo, 9 de março de 2008
sábado, 1 de março de 2008
estou cansado de viver correndo
amuado, acuado
eternamente em desespero
me encontro encurralado
onde os dias passam rápido
e as noites longas
desvio de balas
eu ujo de olhares
que me cercam e me procuram
e numa noite de névoa
um vinho da reserva
de 1981
avinagrou
uma viagem sem ida
é a dor não vivida
e se a procura é alida
não guarde rancor
e no inal da missão
mantenha a respiração
a vista limpa
e a memória clara
amuado, acuado
eternamente em desespero
me encontro encurralado
onde os dias passam rápido
e as noites longas
desvio de balas
eu ujo de olhares
que me cercam e me procuram
e numa noite de névoa
um vinho da reserva
de 1981
avinagrou
uma viagem sem ida
é a dor não vivida
e se a procura é alida
não guarde rancor
e no inal da missão
mantenha a respiração
a vista limpa
e a memória clara
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