terça-feira, 29 de abril de 2008

o que eu preciso é saber
é saber o que eu preciso

enquanto todos alam
eu injo que entendo
balanço a cabeça
em also cumprimento

cumpro suas vontades
tolero seus excessos
brindamos à amiade
com risadas e incensos

o que eu preciso é saber
é saber o que eu preciso

duro, o coração
diícil de segurar
procurando em vão
um lugar para icar

me mastigo e me distraio
com um vapor barato
em um tubo de ensaio
me torno inexato

o que eu preciso é saber
é saber o que eu preciso

vai saber
que é vontade estranha
se no peito me arranha
me a enlouquecer

me dier
que a sina não é tamanha
se no peito me entranha
me a esmorecer

o que eu preciso é saber
é saber o que eu preciso

quinta-feira, 10 de abril de 2008

como ruga da velhice chegando
a dor está estampada no meu rosto
qual tatuagem doída
a qual só se tem desgosto

vou usando as pessoas
sugando sua essência
enquanto eu as conheço
me encanta a experiência

depois vem a rotina
do mundo exterior
o último gole do copo
a fonte já secou

depois de cinco dias
o prazo de validade já se esgotou
e da maneira como começou
sumiu sem deixar pistas

me desperço na fumaça de um livro
solidão pra mim é mais que um castigo
e sem mais meia palavra
o mundo me desaba

combato o lirismo
caio em contradição
o mundo é um abismo
que eu escalo com as mãos

terça-feira, 1 de abril de 2008

outro dia senti uma dor no peito. daquelas que dóem undo, mas que não se pode azer nada para curar. aí ela vai subindo, como uma linha reta, até os olhos. e como se quisesse explodir e tomar conta do mundo, se espalha em lágrimas, se jogando do alto dos meus olhos. e assim oi, por alguns minutos. uma dor que a cada latejada no peito, pulsava um esguicho das vistas.
dor de buraco no peito. um vazio que não dá pra preencher. daqueles que quando transbordam, ou se chóra, ou se grita. bem, eu nunca ui chegado a escândalos, mesmo...
o undo do meu eu é negro
escuro e undo como a noite e o breu
é denso e traga tudo pra dentro
tal qual buraco negro
as palavras nem os sentimentos escapam

onde nós estamos
onde, meu amor?
por quem esperamos?
seja como or

no meio do nada
o vazio da estrada
a carta é virada
e a sorte lançada

me altam as palavras
e os pensamentos voam soltos
na névoa de cada noite
no desatino de cada dose
a esperança de um uturo brilhante

por quem esperamos?
seja como or
onde nós estamos?
onde, meu amor?