quinta-feira, 10 de abril de 2008

como ruga da velhice chegando
a dor está estampada no meu rosto
qual tatuagem doída
a qual só se tem desgosto

vou usando as pessoas
sugando sua essência
enquanto eu as conheço
me encanta a experiência

depois vem a rotina
do mundo exterior
o último gole do copo
a fonte já secou

depois de cinco dias
o prazo de validade já se esgotou
e da maneira como começou
sumiu sem deixar pistas

me desperço na fumaça de um livro
solidão pra mim é mais que um castigo
e sem mais meia palavra
o mundo me desaba

combato o lirismo
caio em contradição
o mundo é um abismo
que eu escalo com as mãos

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