Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor
Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero o gosto sincero do amor
Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem
Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Sou de paz, eu sou do bem, mas...
Não me deixe só.
(Vanessa da Mata)
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Ode à mulher desconhecida
Hoje eu acordei com sede de amor
com sede de carinho
Hoje eu acordei com vontade
de dormir e acordar juntinho
De olhar nos seus olhos
enquanto trago o café
Hoje eu acordei com vontade
de saber quem você é
Quero te condensar
e conhecer sua realidade
Acordei com vontade de descobrir
se você é mesmo verdade
De esquecer do trabalho
e sua insignificância
Saber sua flor preferida
pra mim tem muito mais inportância
Hoje eu acordei com vontade de dormir
Só pra ver se te encontro na esquina de um sonho por aí
com sede de carinho
Hoje eu acordei com vontade
de dormir e acordar juntinho
De olhar nos seus olhos
enquanto trago o café
Hoje eu acordei com vontade
de saber quem você é
Quero te condensar
e conhecer sua realidade
Acordei com vontade de descobrir
se você é mesmo verdade
De esquecer do trabalho
e sua insignificância
Saber sua flor preferida
pra mim tem muito mais inportância
Hoje eu acordei com vontade de dormir
Só pra ver se te encontro na esquina de um sonho por aí
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Descanse, por favor
espere eu abrir a janela
não importa onde estou
aqui o silêncio impera
pelo teto solto
voam meus pensamentos
e o mar está revolto
como meus sentimentos
se por acaso, um dia, numa esquina
o sol aparecer
diga a ele que eu volto logo
depois do anoitecer
num lugar infinito
onde ela me espera
por um minuto eu minto
pra ver o que o futuro me reserva
canta agora, canta o dia
sem mais nem preocupações
desposa a agonia
com fogos e rojões
e pra uma vida incerta
quantas palavras faltaram
me beija em cena aberta
e deixe que aplaudam
espere eu abrir a janela
não importa onde estou
aqui o silêncio impera
pelo teto solto
voam meus pensamentos
e o mar está revolto
como meus sentimentos
se por acaso, um dia, numa esquina
o sol aparecer
diga a ele que eu volto logo
depois do anoitecer
num lugar infinito
onde ela me espera
por um minuto eu minto
pra ver o que o futuro me reserva
canta agora, canta o dia
sem mais nem preocupações
desposa a agonia
com fogos e rojões
e pra uma vida incerta
quantas palavras faltaram
me beija em cena aberta
e deixe que aplaudam
domingo, 23 de setembro de 2007
Intrínseca
O incenso acabou
Fiquei sem você
Meu barco furou
O pão que se ganha
Aqui não se tem
O mal que se paga
Aqui se faz também
A roda da vida
Gira o carrossel
Somos todos os bichos
Quero ser um corcel
Liberar minhas asas
Quem me faz sonhar
É o mal que se apagará
Sou a tua vertente
Decente punhal
Que brande e curva
Tal qual animal
De vida privada, íntima e secreta
Que segue intrínseca
Em linha reta
Fiquei sem você
Meu barco furou
O pão que se ganha
Aqui não se tem
O mal que se paga
Aqui se faz também
A roda da vida
Gira o carrossel
Somos todos os bichos
Quero ser um corcel
Liberar minhas asas
Quem me faz sonhar
É o mal que se apagará
Sou a tua vertente
Decente punhal
Que brande e curva
Tal qual animal
De vida privada, íntima e secreta
Que segue intrínseca
Em linha reta
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Olhos borrados
Eu não vou falar hoje. Eu não vou contar pra ninguém. Tudo o que eu digo é que ele me fez um convite para ter olhos borrados. Medo da luz. Paixão pelo mar. Ele parece um amor antigo que nunca existiu. É como o sonho mais lindo que eu não posso ter. Posso passar o dia inteiro em frente ao computador tentando imaginar qual a camisa que ele deve estar. Qual a música que ele ouviu em direção ao trabalho. Qual foi a última vez que ele pensou em mim com saudade. Estrela que caiu fraca no chão e me deixa cuidar. Não posso. São muitas feridas que disfarço com bandaid’s coloridos. Armários lotados de importâncias que não suportam mais nada dentro. Não tem onde guardar, não sei como fechar. Vida que eu não queria ter, por que se transborda em mim? Vai brotando feito flor no final de setembro, vai surgindo feito brisa no começo da manhã. Vai a pé porque dói mais. Vai bem longe e não olha pra trás.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
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