quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Olhos borrados
Eu não vou falar hoje. Eu não vou contar pra ninguém. Tudo o que eu digo é que ele me fez um convite para ter olhos borrados. Medo da luz. Paixão pelo mar. Ele parece um amor antigo que nunca existiu. É como o sonho mais lindo que eu não posso ter. Posso passar o dia inteiro em frente ao computador tentando imaginar qual a camisa que ele deve estar. Qual a música que ele ouviu em direção ao trabalho. Qual foi a última vez que ele pensou em mim com saudade. Estrela que caiu fraca no chão e me deixa cuidar. Não posso. São muitas feridas que disfarço com bandaid’s coloridos. Armários lotados de importâncias que não suportam mais nada dentro. Não tem onde guardar, não sei como fechar. Vida que eu não queria ter, por que se transborda em mim? Vai brotando feito flor no final de setembro, vai surgindo feito brisa no começo da manhã. Vai a pé porque dói mais. Vai bem longe e não olha pra trás.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário