quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O espaço é o caminho formado
Pela ausência de cada pedaço
Que compõe o meu sofrer

É não ter o propósito claro
Que me faça em um dia errado
Gentilmente escarnecer

Encho a cara
Bato no peito
Digo: vida, aí vou eu!

Dou licença
Peço o direito
E o que ninguém escolheu

Se não existo mais
Por que todos insistem em lembrar de mim?

O cheiro que o vento traz
Me faz esquecer do tempero ruim

Quatro artérias artificiais
Levam à cabeça mais desejos banais
De toda a nossa condição
De um mero humano padrão

Pensa tudo o que existe
Destrói e não desiste
Leva o Inverno à Primavera
E se traveste de quimera

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