a lua não pára de subir
e o sol não pára de descer
mas ainda não dá pra ver
ou a gente não sabe enxergar
ela não quer olhar pra isso
não quer ver amanhecer
ela gosta da boemia que é a noite
e tudo o que vem trazer
as ruas estão em festa
as ruas estão em busca
e as avenidas, paralelas
se encontram no infinito
os universos bêbados
se unem em um só
os sorrisos são os mesmos
e ninam seus passos trôpegos
enquanto isso, pálida, observa
as crianças que colam figuras nela
e as ondas que vão e vêm
ela sabe, certeira
que é a única companheira
de quem não tem ninguém
é o beijo no aeroporto que não existiu
é a tatuagem no céu do medo do depois
é a ilusão de quem não sabe ter
é o medo grande de viver
é a solidão por pura incapacidade
ou falta de sagacidade
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