terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Praça pública

Ele apareceu de mansinho contando os passos e sussurrou um oi tão tímido que até me fez corar por compaixão. Puxou a cadeira já se desculpando pelo barulho do arrastão. Fiz que não era nada. Fingi não notar que ele perdeu algum tempo arrumando o cabelo e escolhendo os sapatos. Ele ajusta os dedos compridos que enfeitam as mãos largas que seguram o violão. Estremeço. Ele fecha os olhos e canta qualquer coisa de amor que mesmo se não fosse amor já seria lindo demais. Esse menino é a música mais bonita que eu ouvi nesse verão.

2 comentários:

Lux (Lucia Helena Ramos) disse...

uma pessoa como música...linda poesia! ;*

pirilampia disse...

desistiram é? vamos escrever, moçada! =)