tem gente que envelhece ainda novo
e se torna um estorvo
ao simples ato de respirar
tem gente que perde o controle
tira o livro da estante
e começa a recitar
todos os caminhos que eu trilho
são de minha autoria
essa é minha agonia
que eu alimento e crio
no olhar, sem mais um brilho
pois é época de estio
as que eu tenho, eu junto
algumas poucas eu deixo rolar
e numa poesia fuleira
largada ao pé de uma cadeira
brota uma flor seca
e que não cheira
mas pra acabar com a brincadeira
sem levantar muita poeria
vai saindo de fininho
como discreta betoneira
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Um comentário:
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