sexta-feira, 22 de junho de 2007
Tempo
Se, neste nosso planetinha, Gaia é a mãe de tudo, com certeza O Tempo é o pai. Um pai que é severo, mas também alivia a barra. Aquele que condena e também salva. E em todos os seus aspectos, o tempo varia entre o bem e o mal. Ele te ajuda a esquecer. E te ajuda a esquecer. Ele alivia as feridas, mas também consolida a mágoa. E mesmo quando é linha, faz-se duplo; como quando a pessoa nasce e vai ficando mais velha, até chegar à idade adulta, sempre progredindo para o auge. Porém, em um segundo você dobra a esquina e vêm a decadência da carne. Dois. O tempo é um e é dois. Se você está no meio, ele corre metade pra cada lado. Se você está correndo atrás dele, ele também está correndo atrás de você. E no fim, sempre alcança. Alcança a tudo e há todos. Não há mal que não desfaça. Mesmo que sendo apagando da memória. Nada escapa dele.
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