segunda-feira, 30 de julho de 2007
Um mês depois do aniversário, encerrava tudo. Um mês depois da data na qual já não mais desejava estar junto. Os olhares não cruzariam mais, estava certo. Agora, apenas um perseguiria o outro. Enquanto um olhava, o outro desolhava. E assim seguiriam na brincadeira de gata e rato, sempre revezando os papés. Alternando suas culpas e culpando-se alternadamente. E depois seria assim. Um amontoado de gestos e gritos e lágrimas jogadas ao vazio. Um pilha de emoções arrebatadoras, que não se tinha idéia do que fazer com elas. Muita coisa era nova. Mas a dor...ah, essa já é antiga. Sempre esteve rondando, feito lobo faminto que espera a chance de atacar. Quando sentiu a oportunidade, tomou a carne para si e fez dela arma. Lutou e digladiou-se até cair no chão. E sentado ficou, sozinho.
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